A Petrobras negou ter defasagem relevante entre os preços praticados no Brasil e o mercado internacional, conforme informações divulgadas pela imprensa. A empresa afirmou que mantém sua estratégia comercial de reajustes de combustíveis, sem seguir uma periodicidade fixa, baseada em análises técnicas.
O órgão regulador CVM abriu um ofício para esclarecer dúvidas sobre a política de preços após reportagens sobre interferência política no tema. A instituição questionou a companhia diante de relatos ligados a medidas do governo para conter repasses aos consumidores.
A estatal destacou que reajustes consideram condições de refino, logística e a volatilidade do mercado interno. A defesa também cita o objetivo de evitar repasse automático das oscilações externas, conforme política anunciada em 2023.
Defesa da política de preços
A Petrobras informou ainda que houve ajuste recente no diesel A, com aumento de 0,38 por litro para distribuidoras, e adesão a um programa federal de subvenção elevando em 0,32 por litro o desconto. O efeito agregado seria de 0,70 por litro.
Dados da Abicom, divulgados no início da semana, apontam defasagem de 3,05 por litro no diesel e 1,61 por litro na gasolina, segundo o jornalismo de mercado. A estatal não reconhece as cifras como base da sua política de preços.
A companhia reforçou que está comprometida com a sustentabilidade financeira, governança e deveres fiduciários. Segundo a Petrobras, as métricas internas e a gestão de risco estão sendo monitoradas para manter a estabilidade do abastecimento e do mercado.
A empresa não informou novas datas ou prazos para mudanças de preços futuras. O governo e a direção da Petrobras permanecem sob análise de agentes reguladores e do mercado, sem indicações de alterações rápidas na estratégia de reajustes.
Entre na conversa da comunidade