Aegea planeja disputar a privatização da Copasa com apoio de seus sócios. A empresa busca participar sozinha da oferta que pode vender até 30% da companhia, avaliada em cerca de R$ 6 bilhões. O objetivo é fechar o acordo com Itaúsa e o fundo soberano de Cingapura, o GIC.
Segundo o CEO Radamés Casseb, a Aegea pretende enfrentar o processo de forma independente, mas com o respaldo financeiro dos sócios. A Copasa está avaliada em R$ 22 bilhões e a disputa envolve grandes instituições interessadas, como Sabesp, que já sinalizou participação.
A operação, caso bem-sucedida, pode impactar o calendário de abertura de capital da Copasa para meados de 2027, conforme previsão da própria Aegea. O executivo afirma que o IPO já nasceu com a janela prevista para aquela época.
Preparação para o IPO e cenários
Aegea trabalha há meses na preparação para lucrar com um possible IPO. Em 2025, formalizou um sindicato de bancos; no início de 2026 houve conversas para antecipar o IPO, mas volatilidade e eventos geopolíticos adiaram as ofertas.
O diretor financeiro, André Pires, afirma que, se a Copasa for incorporada, serão necessários pelo menos dois trimestres para refletir a operação no balanço. Aberturas regulatórias e contratuais também estão previstas.
A companhia opera em 890 municípios, em 15 estados, atendendo cerca de 39 milhões de pessoas. Hoje possui 65 concessões e avalia participar de novos leilões conforme oportunidades de negócio.
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