A Nike viu resultados do terceiro trimestre decepcionarem os mercados, sinalizando dificuldades de recuperação. A empresa divulgou uma perspectiva sombria, com queda prevista de 2% a 4% na receita do trimestre em curso. As ações chegaram a cair 10% no pregão anterior à abertura.
Segundo a companhia, os maiores impactos vieram de roupas e calçados casuais voltados para o estilo, especialmente na China e na Europa. Enquanto itens de desempenho, como tênis de corrida, seguem com bom andamento, o foco do varejo migrou de athleisure para moda casual.
A Nike também ressaltou que perturbações no comércio no Oriente Médio contribuíram para a cautela, ainda que a deterioração já ocorra antes de novos aumentos de custos com combustível e frete. O guidance aponta queda de receita em linha baixa no restante do ano.
Desempenho por região e linha de produto
Na América do Norte, o maior mercado, as vendas voltaram a crescer, representando quase metade da receita. Produtos de desempenho cresceram mais de 20%, ajudando a manter a demanda em segmentos específicos.
Estratégias e mudanças no portfólio
A empresa busca reforçar o portfólio de moda de alto desempenho e explorar novidades no streetwear. A Nike já relançou a linha ACG para competir com itens de outdoor fashion de marcas como Arc’teryx e North Face, especialmente na China.
Possíveis caminhos e movimentos de mercado
Analistas apontam que manter o segmento de desempenho é essencial, com a Copa do Mundo da FIFA no país como oportunidade. Também circulam rumores de venda do negócio de calçados da Converse, diante da queda de 35% das vendas nos três meses até fevereiro, segundo a Bloomberg News.
Perspectivas de curto prazo
Especialistas destacam que a recuperação não será linear diante de mudanças de gosto dos consumidores. Resta à Nike manter o desempenho em performance, ampliar parcerias criativas e buscar inovações em modelos que mixem esporte e estilo.
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