A Bramble Run, empresa agrícola fundada pela família Austin, encerra acordo com a Lucerne Capital para estruturar um novo fundo e ampliar o investimento em terras agrícolas nos EUA. O movimento busca transformar o setor com foco em agricultura regenerativa, mantendo participação dos produtores. O projeto envolve o primeiro fundo Rubicon, com meta de US$ 500 milhões, e um pipeline estimado em US$ 5 bilhões no país.
A iniciativa visa adquirir terras já produtivas, principalmente no Vale Central da Califórnia, e conduzir sua transição para certificação orgânica regenerativa. A Bramble Run opera com gestão compartilhada por agricultores, que mantêm participação societária, e entrada de parcerias com gestores agrícolas para viabilizar os investimentos.
Frank Austin lidera a operação, com a participação de seu irmão Eamonn e do time da Lucerne Capital, liderado por Thijs Hovers. A estrutura perene pretende distribuir dividendos ao longo do tempo, em vez de depender de venda futura, alinhando o modelo à lógica geracional da agricultura.
A relação entre Bramble Run e Agriglobe, empresa familiar com atuação global, é central. A Agriglobe assume gestão operacional de parcelas na Califórnia, contribuindo com expertise local para a transição de propriedades para o regime regenerativo. O acordo prevê investimentos entre US$ 25 milhões e US$ 50 milhões por propriedade até início de 2027.
O foco de atuação abrange diversas culturas, com ênfase na diversidade além do Vale Central, incluindo Washington, Idaho e Oregon. A estratégia evita monoculturas, estabelece métricas para mais de 100 culturas e prioriza solo, água e nutrientes como indicadores de desempenho.
A Bramble Run pretende manter autonomia administrativa dos produtores, remunerando com rendimento mínimo e participação nos ganhos adicionais. A estratégia envolve identificar propriedades com potencial de melhoria econômica e sustentabilidade, buscando apoiar produtores que necessitam de capital para crescimento.
A parceria com a Agriglobe consolida a gestão local de terras e facilita a adoção de práticas regenerativas. A empresa vizinha ressalta que a transição pode exigir ajustes, mas traz benefícios de menor uso de insumos e maior biodiversidade. A iniciativa é apresentada como modelo escalável para o agronegócio.
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