A H&M, antes a maior empresa da Suécia, encara hoje o desafio de reconquistar investidores e manter a relevância no fast fashion global. Sob a liderança de Daniel Ervér, desde 2024, a varejista tenta provar que tem futuro diante de concorrentes como Inditex, Shein e Primark.
A defensiva estratégia do CEO passa pela redução de estoque, simplificação de fornecedores e maior integração entre design e produção. Ervér afirma que a empresa está no “início de uma jornada” de longo prazo para ampliar margem e crescimento, mesmo com resultados recentes que não sustentam aumento de vendas.
O plano premium para mudar a percepção do mercado inclui o recuo de lojas físicas, com fechamento de várias unidades e foco em pontos maiores tipo flagship. A meta é alinhar velocidade de produção, preço e qualidade frente a rivais mais ágeis.
Desempenho e cenário global
A comparação com a Inditex é constante. Enquanto a espanhola recuperou margens próximas a 20%, a H&M mira algo em torno de 10%. O valor de mercado da H&M caiu pela metade desde o pico de 2015, e a empresa ainda luta para recapturar fôlego de crescimento.
Especialistas divergem sobre a velocidade da recuperação. Analistas apontam que o estoque ainda está acima de níveis ideais, o que pode exigir novas medidas de reposicionamento. A Inditex manteria vantagem por produção local mais próxima do cliente e tempo de reposição menor.
Situação acionária e governança
A família Persson controla hoje mais de 86% dos direitos de voto, elevando especulações sobre o futuro da companhia. Ervér diz manter contato frequente com Karl-Johan Persson, ex-CEO, mas evita discutir cenários de fechamento de capital.
A visão de longo prazo de Ervér é consolidar uma base estável para crescimento, com melhoria de liquidez e menor estoque. Investidores, porém, exigem resultados mais céleres para confiar na volta da marca ao topo.
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