Anthropic prepara a entrada no Brasil com a abertura de um escritório em São Paulo, ainda neste ano, para atender o segmento enterprise. A operação local visa estruturar serviços de IA para grandes empresas, segundo pessoas próximas ao tema. A companhia não comentou oficialmente.
Ao menos uma contratação já foi registrada, em processo de seleção para a equipe comercial. As fontes afirmam que a operação brasileira já conta com profissionais para estruturar a carteira de clientes corporativos. O objetivo é estabelecer presença sólida no mercado nacional.
A Anthropic tem buscado aproximação com grandes startups latino-americanas atuantes no Brasil. Nos próximos dias, uma executiva global deverá se reunir com unicórnios e scale-ups em evento no México, conforme apurado.
Expansão e contexto
O Brasil figura entre os três mercados de maior uso do Claude, segundo o Anthropic Economic Index, atrás apenas dos EUA e da Índia. A empresa iniciou operações no país em agosto de 2024, sob a liderança de Dario Amodei, CEO e co-fundador.
A demanda corporativa alavancou o crescimento. Em fevereiro, a Anthropic anunciou captação da Série G e uma base de mais de 500 clientes empresariais com despesas superiores a US$ 1 milhão por ano. Em menos de dois meses, esse número chegou a mil companhias.
Nesta semana, a empresa informou que a demanda dos clientes pelo Claude acelerou nos primeiros meses deste ano. A receita anualizada ultrapassou US$ 30 bilhões, em comparação aos US$ 9 bilhões no final de 2025.
Entre startups clientes, há expectativa de que a inauguração da operação local traga incentivos aos negócios no país, como créditos para estimular o uso da plataforma, prática adotada por AWS e Google. A Anthropic já oferece produtos como Claude Code e Claude Cowork.
Mike Krieger, co-fundador do Instagram e líder do Anthropic Labs, participou no evento Brazil at Silicon Valley e comentou sobre o ecossistema brasileiro, destacando a importância de compreender mercados setoriais e a participação de empreendedores em áreas como medicina, educação e governo.
A empresa não comentou oficialmente sobre planos específicos, nomes de executivos ou cronogramas detalhados, mantendo o silêncio institucional sobre a operação brasileira.
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