O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira que não conversou com ministros do STF sobre o Banco Master. Ele também negou ter trocado telefonemas com Alexandre de Moraes.
Segundo Galípolo, as reuniões com ministros do STF foram presenciais e trataram da sanção dos EUA pela Lei Magnitsky, envolvendo o magistrado e familiares. Ele disse zelar pelo sigilo bancário e financeiro.
O BC alega que Moraes foi cordial, mas Galípolo afirmou não lembrar de ligações. Debates com os ministros tinham o tema Magnitsky, com reserva de informações sobre familiares.
BRB
O BC descobriu créditos podres do Master durante a negociação de venda ao BRB, em 2025. A aquisição de carteiras totalizou 12,2 bilhões de reais, elevando o nível de incerteza sobre a saúde financeira do BRB.
O BRB apresentou, em fevereiro, um plano de capital para recompor o balanço e reforçar a liquidez. O banco federal enfrenta risco de intervenção pelo BC, assim como o Master.
Caso Master
O Banco Master foi liquidado pelo BC em novembro de 2025. O fundador Daniel Vorcaro firmou, em março de 2026, acordo com PF e PGR que pode permitir delação premiada. O acordo ocorreu quase um ano após a venda ao BRB.
Há investigações em duas frentes: CGU, com possível sanção administrativa, e PF, sob vertente criminal. Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana são acusados de facilitar interesses do Master no BC.
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