A Receita Federal informou que, em 2025, foram lançados autos de infração no total de 233 bilhões de reais. Houve uma pequena queda em relação ao ano anterior. Os lançamentos integram créditos tributários apurados pela fiscalização contra sonegação, evasão e falta de recolhimento de tributos.
Apesar do valor registrado, nem tudo já entrou nos cofres públicos. Historicamente, cerca de 5% desses autos ingressam no planejamento orçamentário no mesmo ano, sem considerar parcelamentos. Em geral, cobranças são contestadas e tramitam por anos na esfera administrativa e na Justiça.
Grandes empresas
O foco da fiscalização permanece nos chamados grandes contribuintes, vinculados a 9,2 mil empresas de grande porte, responsáveis por quase 60% da arrecadação. Nesse grupo, houve aumento da chamada autorregularização, com notificações seguidas de regularização pelas próprias empresas, sem lavratura de autos de infração.
Segundo a Receita, há uma mudança de cultura que busca orientar o contribuinte. Ainda assim, há casos de discordância ou de inadimplência, e os autos de infração devem continuar sendo emitidos quando cabíveis. A autoridade fiscal ressalta a continuidade de fiscalização dos fraudadores.
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