A redução de subsídios de exportação na China para painéis solares e componentes pode elevar os custos no fornecimento para desenvolvedores de energia na África. A medida ocorre à medida que a China encerra reembolsos de impostos sobre módulos, células e inversores, com impacto previsto a partir de 1º de abril.
Em várias regiões do continente, a falta de energia confiável leva ao uso de microgrids e soluções solares off-grid, principalmente em áreas rurais. A energia solar representa uma parcela pequena da geração, mas seu ritmo de expansão é acelerado pela mudança regulatória.
Segundo especialistas ouvidos em um webinar da Africa Solar Industry Association, a corrida por equipamentos ao preço reduzido tende a acelerar a construção de projetos já neste ano, com efeito observado de forma gradual ao longo de 2026.
A China domina a produção e exportação de painéis, e países africanos dependem fortemente desse fornecimento. Com o fim do benefício fiscal para baterias, o custo de sistemas de armazenamento também deve subir, segundo analistas.
Implicações e cenários
Analistas esperam que o impacto seja mais amplo para usuários comerciais e industriais de menor escala, bem como para setores off-grid e mini-grid, mais sensíveis a preços. A possibilidade de alta global de preços de energia também volta a acender o interesse por fontes renováveis.
Embora haja expectativa de aumento de custos, não há previsão de queda abrupta. Especialistas projetam reajustes graduais, o que pode manter utilitários e consumidores atentos a estratégias de aquisição e financiamento.
Aumento de custos renovaria atenção à capacidade de manufatura local em outras regiões. Países que investirem na indústria interna podem ampliar a resiliência frente a novos ajustes regulatórios chineses, sinalizam especialistas.
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