Giovanna Vitelli, CEO Global do Grupo Azimut-Benetti, confirmou um ciclo de investimentos de 120 milhões de reais na fábrica de Itajaí, em Santa Catarina. O objetivo é ampliar a produção, transferir tecnologia e preparar o Brasil para a construção de um megaiate de 30 metros, com preço estimado de 90 milhões de reais.
A expansão transforma a única fábrica do grupo fora da Itália no maior polo de produção da região. Até 2028, a planta ganhará 27 mil metros quadrados, elevando a área total para 65 mil metros quadrados e aumentando a capacidade de atendimento a embarcações de maior porte.
Para a executiva, o Brasil possui o equilíbrio perfeito entre demanda e mão de obra qualificada, além de um público apreciador de náutica. O plano prevê crescer o valor agregado, ampliar a linha de produtos e elevar o faturamento da unidade para cerca de 1 bilhão de reais.
O megaiate de 30 metros da Linha Grande deve ser lançado ainda neste ano, com construção integral no Brasil pela Azimut-Benetti. A empresa pretende colocar o barco no mercado antes de julho de 2028, elevando o patamar tecnológico e de design da operação local.
Além do produto, a empresa planeja ampliar a equipe: o quadro de funcionários deve passar de 600 para 800 pessoas. O objetivo é apoiar a transferência de conhecimento entre Brasil e Itália, mantendo a produção em Itajaí como referência de exportação para a América do Sul.
Globalmente, o grupo fechou 2024 com faturamento de 1,5 bilhão de euros, com participação de 23% no market share. No Brasil, a Azimut controla em torno de 40% do segmento e opera sem intermediários, com filial própria no país.
A estratégia de Vitelli envolve ampliar o uso de tecnologia e quem sabe tornar o Brasil uma plataforma industrial e exportadora para a próxima fase da náutica de luxo na América do Sul. O litoral brasileiro, com 8,5 mil km, entra como diferencial para a expansão regional.
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