O IPCA, índice oficial de inflação, fechou março em 0,88%. O resultado é 0,18 ponto percentual acima de fevereiro, quando houve alta de 0,70%. Transportes e alimentação e bebidas foram os principais impulsionadores, juntos respondendo por 76% do índice do mês.
A inflação acumulada no ano ficou em 1,92%, e em 12 meses, 4,14%. O ritmo anual ultrapassa o registro de 3,81% dos 12 meses anteriores. Em março de 2024, o IPCA havia sido de 0,56%.
Entre os fatores que mais pesaram, a gasolina subiu 4,59%, com impacto de 0,23 p.p. no IPCA. Passagens aéreas cresceram 6,08% e o diesel avançou 13,90%, contribuindo, ainda que com menor peso, para o resultado mensal.
No grupo alimentação, as altas se concentraram em Leite longa vida (11,74%) e Tomate (20,31%), com impactos de 0,07 p.p. e 0,05 p.p., respectivamente. Juntos, esses itens explicaram 0,43 p.p. do IPCA de março.
O IPCA mostrou elevações em todos os nove grupos de produtos e serviços. Transportes avançou 1,64% e Alimentação e bebidas, 1,56%. Outras variações ficaram entre 0,02% (educação) e 0,65% (despesas pessoais).
Para o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, as incertezas externas já influenciam alguns subitens, sobretudo combustíveis. Ele destacou que a aceleração na alimentação, principalmente em casa, foi de 1,94%, a maior desde abril de 2022, associada a oferta restrita de alguns itens e ao frete mais caro devido aos combustíveis.
O IPCA mede o custo de vida de famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos.
INPC
O INPC, índice usado para reajustes de salários, ficou em 0,91% em março, 0,35 p.p. acima de fevereiro (0,56%). No ano, o INPC acumula 1,87%, e nos últimos 12 meses, 3,77%. O indicador ficou acima dos 3,36% registrados nos 12 meses anteriores. Em março de 2025, o INPC havia registrado 0,51%.
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