Goldman Sachs divulgou nesta segunda-feira os resultados do primeiro trimestre de 2026, com lucro trimestral de 5,4 bilhões de dólares, 18% acima do mesmo período do ano anterior. A receita ficou em 17,2 bilhões, alta de 14%. O banco está no centro de um ambiente de maior volatilidade, puxado por tensões geopolíticas.
A empresa destacou que o crescimento ocorreu principalmente com o aumento de operações de fusões e aquisições concluídas. Trata-se do terceiro trimestre consecutivo em que esse fator contribui positivamente para os resultados.
O desempenho financeiro trouxe ressalvas: as despesas operacionais subiram, em parte por custos ligados às atividades de negócios. Já a performance de trading mostrou mix diferente entre classes, com queda em renda de renda fixa, câmbio e commodities, enquanto ações registraram alta.
M&A impulsiona resultados e volatilidade domina mercados
As taxas de corretagem de bancos de investimento avançaram 48% no trimestre, reflexo do volume de M&A concluídos. Em contrapartida, a volatilidade elevou a atividade de trading em algumas áreas, mesmo com frustrações em outras.
O impacto da geopolítica ficou claro nas Mercadorias, com a alta de preços do petróleo influenciando vários ativos. A direção de geração de lucro manteve-se sólida em consultoria, mesmo diante de condições globais complexas.
Perspectiva e cautela gerencial
Solomon afirmou que o desempenho foi robusto para acionistas, apesar da volatilidade de mercado. O líder reforçou a necessidade de gestão de risco disciplinada como elemento central das operações. A reação de investidores na pré-mercado levou as ações a recuar, em meio a um quadro de resultados mistos e orientações cautelosas.
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