O Goldman Sachs apresentou lucro acima do esperado no primeiro trimestre, impulsionado pelo desempenho das áreas de banco de investimentos e negociação de ações. O resultado mostra recuperação em meio a volatilidade causada pela tensão geopolítica global.
O lucro por ação ficou em US$ 17,55, acima da estimativa média de US$ 16,49, segundo dados compilados pela LSEG. A receita de intermediação e financiamento de negociações de ações subiu 27%, totalizando US$ 5,33 bilhões.
No trimestre, a divisão de renda fixa, moedas e commodities recuou 10%, para US$ 4,01 bilhões, refletindo menor atividade em negociações de taxas de juros e hipotecas. Já a gestão de ativos cresceu 10%, para US$ 4,08 bilhões.
Desempenho por área e contexto de mercado
A atuação em fusões e aquisições permaneceu robusta, com o volume global chegando a US$ 1,38 trilhão no período, segundo Dealogic. A empresa destacou a participação em grandes operações e a expectativa de 2024 como ano forte para M&A, ainda com incertezas geopolíticas.
Executivos apontaram que o cenário geopolítico exige gestão disciplinada de riscos. A firma mencionou que a volatilidade do mercado favoreceu revisões de portfólios e, consequentemente, atividades de trading, influenciando positivamente a receita de banco de investimentos.
IPOs e operações futuras
O mercado de IPOs manteve certo freio, porém houve movimento em setores industrial e de defesa. A SpaceX ficou em foco como possível segunda-feira de grandes abrir de capital, com expectativa de captação de até US$ 75 bilhões e valor empresarial próximo de US$ 1,75 trilhão.
Analistas destacam que a dinâmica de IPOs pode acelerar com avanços em regulamentação e com o impulso da inteligência artificial. O Goldman Sachs também atuou como coordenador no IPO da PayPay nos EUA, avaliando a empresa em US$ 10,7 bilhões.
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