O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reuniu-se com representantes do FMI nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, em Washington. O encontro ocorreu durante as reuniões de primavera do FMI e tratou dos riscos que o conflito no Oriente Médio pode impor à economia global. Durigan destacou a robustez da economia brasileira e reiterou o compromisso com o ajuste fiscal.
A autoridade brasileira informou ao IMFC que o confronto entre Israel e Irã pode afetar a oferta e a demanda globais, elevando a inflação e pressionando as condições financeiras. O comunicado aponta que disrupções no mercado de energia devem atingir países de baixa renda e dependentes de importação.
Impacto nos preços de alimentos e energia
Durigan destacou que a crise geopolítica ocorre em um momento de fragilidade na economia global, com possíveis elevações contínuas nos preços de energia e alimentos. Segundo o ministro, esse cenário exige cooperação multilateral e pode trazer riscos adicionais, como uma eventual crise de refugiados.
Cenário para o Brasil
Mesmo diante do cenário externo, Durigan afirmou que o Brasil mantém uma posição robusta para enfrentar choques externos. A meta inclui a continuidade do saldo comercial positivo, especialmente com petróleo e derivados, e o controle da inflação para manter estabilidade financeira.
No campo fiscal, o ministro contestou projeções do FMI que apontam dívida pública em 100% do PIB em 2027. Durigan disse que o ajuste gradual das contas é compatível com o crescimento e citou metas de superávit primário de 0,25% para 2026 e 0,50% para 2027 como essenciais.
Agenda de Durigan
A passagem por Washington chega ao fim nesta semana. No sábado, 18 de abril, ele segue para a Europa para integrar a comitiva do presidente Lula em visitas oficiais à Espanha e à Alemanha, conforme agenda oficial do governo.
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