A Enel pode perder a concessão de distribuição de energia em São Paulo, o que colocaria em risco ativos financeiros e intangíveis estimados em 3,34 bilhões de euros (US$ 3,9 bilhões) e 595 milhões de euros em ágio. A avaliação consta no relatório anual do grupo italiano, com base na demonstração financeira de 2025.
A auditoria da KPMG ressaltou que a recuperação desses ativos relacionados à concessão depende da renovação do contrato, o que tende a influenciar o resultado e a estrutura de captação de recursos da empresa.
Ao mesmo tempo, a Aneel abriu processo de caducidade que pode levar à rescisão da concessão de distribuição da Enel em São Paulo. A medida pode impedir a renovação automática do contrato, vigente até 2028.
Caducidade em SP e desdobramentos
A Aneel informou que o processo pode resultar na caducidade da concessão da unidade paulista, caso sejam comprovadas falhas regulatórias ou de atendimento. A decisão envolve avaliações técnicas e jurídicas e pode afetar a atuação da Enel no estado.
A assessoria da Enel no Brasil afirmou apurar impactos das ações regulatórias para o negócio. Especialistas destacam que a caducidade envolve etapas que incluem avaliações, contestações e possíveis acordos, com desfechos ainda incertos.
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