Em média, 53 casos de estelionato foram registrados todos os dias no primeiro bimestre deste ano no estado de São Paulo. Ao todo, foram mais de 3.100 ocorrências, segundo a Secretaria da Segurança Pública. O dado mostra crescimento no uso de golpes envolvendo compras empresariais.
Uma empresária da capital teve prejuízo de cerca de R$ 300 mil após vender rodas de veículos a criminosos que se passaram por representantes de lojas de autopeças. Ela costuma responder a orçamentos via WhatsApp e checa cadastros antes de enviar as mercadorias.
A vítima entregou as peças após receber a garantia de que as lojas eram pagadoras confiáveis. Cerca de uma semana depois, não houve pagamento, e a empresa descobriu que os CNPJs fornecidos eram clonados.
Como funciona o golpe
Polícia afirma que quadrilhas estruturadas montam centrais telefônicas para dar credibilidade às falsas empresas, criando uma “ficha cadastral” falsa.
O delegado orienta: só fechar novos negócios após visitas presenciais às lojas. O prejuízo levou a empresária a encerrar a empresa, agravando o impacto financeiro e a desmotivação no setor.
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