O ambiente internacional mais calmo entre Estados Unidos e Irã, e entre Israel e Líbano, abriu brechas para novas captações brasileiras no exterior por meio de emissões de dívida. Em apenas esta semana, empresas brasileiras e o BB captaram juntos US$ 1,5 bilhão, sinalizando recuperação gradual do apetite de investidores estrangeiros.
Entre os players, Minerva Foods liderou o levantamento externo com US$ 600 milhões na quarta-feira, 15 de abril. Na quinta-feira, 16 de abril, a J&F captou US$ 400 milhões, e o Banco do Brasil fechou negócio ao levantar US$ 500 milhões. Os recursos captados servem para alongar prazos e fortalecer balanços em meio a incertezas globais.
Para o mercado, o cenário aponta que mais emissões podem ocorrer nas próximas janelas, a depender da evolução da conjuntura geopolítica e da disposição de investidores. Profissionais do setor entendem que fundos e outros gestores re posicionaram seus portfólios e podem buscar novas oportunidades no exterior.
Segundo analistas, a janela atual tende a restringir-se a operações bem estruturadas, com demanda robusta. O Tesouro Brasileiro também tem participado ativamente das captações externas, tendo captado 5 bilhões de euros em uma única emissão recente, com boa demanda e ampla base de investidores.
A expectativa é de continuidade de emissões no curto prazo, desde que haja condições de mercado favoráveis. Executivos de bancos ressaltam que há um pipeline de potenciais emissões externos, com empresas acompanhando o mercado de forma ativa e avaliando janelas para captar recursos no exterior.
Entre na conversa da comunidade