Makro, controlada pelo grupo alemão Metro e voltada ao canal de hosteleria, fechou o exercício 2024-2025 com uma receita recorde de 1,875 bilhão de euros, avanço de 8% frente ao ano anterior. A divulgação é feita pela própria empresa.
O crescimento veio principalmente do canal de distribuição e venda online, que subiu 15% e já representa 29,1% da faturação. Já as lojas físicas registraram alta de 5,5% no ano.
A perenidade do desempenho ficou evidente no lucro líquido, que chegou a 31,2 milhões de euros, alta de 78% em relação ao exercício anterior. A diretoria atribui o desempenho a margens melhores e eficiência de custos.
Plano de expansão e aquisições
O CEO Bertrand Mothe informou que a empresa está no caminho para chegar a 2,0 bilhões de euros de faturação ao fechar o exercício em setembro, passo intermediário para 3,0 bilhões em 2030. Mothe destacou que a Espanha é o maior mercado de hosteleria da Europa, com potencial de crescimento.
A Makro atualmente opera 37 lojas no país, sem planos de ampliar esse número até 2028, segundo o executivo. O grupo não detalhou metas de investimento no curto prazo para expansão, apenas mencionou um plano autorizado pela Metro para os próximos anos.
No entorno das aquisições, Mothe ressaltou que não descarta compras, desde que haja alinhamento com o modelo de negócio da Makro, que inclui foco em produto fresco e multicanalidade. O mercado espanhol é bastante fragmentado e com líderes locais, segundo o CEO.
Aspectos operacionais e desafios
Caso passagens de custos logísticos, combustíveis e impactos geopolíticos influenciem o setor, a companhia busca manter equilíbrio entre receita, custos e investimentos. Mothe enfatizou a necessidade de diálogo com fornecedores para entender impactos e prazos.
A gestão de cadeia de suprimentos, representada pelo diretor Eduardo López Puertas, destacou que as melhorias de margens vêm de maior receita e de um processo de ganhos de eficiência. O objetivo é manter a rentabilidade diante de pressões de custos.
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