O governo federal avalia ampliar o endividamento público para proteger a população diante da guerra tarifária anunciada pelo governo dos Estados Unidos. Em entrevista durante café da manhã no Palácio do Planalto, o ministro José Guimarães (Relações Institucionais) disse que, se necessário, medidas de endividamento serão adotadas para preservar a economia popular. A fala ocorreu na quinta-feira, 16 de abril de 2026.
Guimarães explicou que o governo trabalha com a hipótese de o conflito ser encerrado em cerca de dois meses, mas reconheceu a incerteza do cenário. Entre as ações já em curso, destacou o subsídio ao diesel importado por até dois meses, com incentivo de R$ 1,20 por litro, visando reduzir a volatilidade dos preços.
Medidas sobre combustíveis
O ministro informou que, além do subsídio, houve redução de tributos federais que resultou em queda de R$ 0,32 por litro. Com as duas medidas, a economia para o consumidor pode chegar a R$ 0,64 por litro. A adesão dos estados ao pacote já alcança 80% deles.
O governo pretende anunciar nos próximos dias um conjunto adicional de medidas para conter impactos em diesel, gasolina e fertilizantes, áreas citadas como prioritárias para estabilizar o custo de vida. Guimarães ressaltou que não há intenção de repassar a conta do conflito à população.
Endividamento familiar e renegociação
Também foram citadas ações para reduzir o peso da dívida entre famílias, com mudanças em programas de renegociação e juros mais baixos. O ministro afirmou que o tema será tratado de perto nos próximos dias, com foco em aliviar o endividamento doméstico.
Abertura sobre o papel do Banco Central
Guimarães criticou a atuação do Banco Central, atribuindo à taxa de juros elevada a maior parte do endividamento familiar, mesmo com a inflação sob controle. Ele disse que o BC já deveria ter cometido menos medidas de alta de juros e evitou comentar sobre nomes para a diretoria da instituição.
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