A Netflix informou lucro líquido de US$ 5,28 bilhões no 1º trimestre de 2026, salto de 86% frente ao mesmo período de 2025, quando foi US$ 2,89 bilhões. A receita atingiu US$ 12,25 bilhões, +16% ante 2025. O resultado foi fortalecida pela multa de US$ 2,8 bilhões recebida da Warner Bros. Discovery, referente a uma taxa de rescisão que não se concretizou.
O lucro por ação (EPS) ficou em US$ 1,23, acima da previsão própria de US$ 0,76. A empresa reiterou a projeção de faturamento para o consolidado de 2026 entre US$ 50,7 bilhões e US$ 51,7 bilhões. O fluxo de caixa livre foi elevado de US$ 11 bilhões para US$ 12,5 bilhões.
Reed Hastings, cofundador e presidente do conselho, anunciou que não disputará a reeleição em junho, para dedicar-se à filantropia. Greg Peters e Ted Sarandos seguem como co-CEOs, liderando a estratégia de crescimento.
A Netflix fechou o trimestre com a aquisição da InterPositive, startup de GenAI, para oferecer ferramentas de IA aos criadores de conteúdo. Em termos de engajamento, Bridgerton alcançou 94 milhões de visualizações na 4ª temporada, e One Piece teve 40 milhões na 2ª temporada.
Estratégia de eventos ao vivo e foco no público infantil
A empresa destacou o esforço em eventos ao vivo, com o World Baseball Classic registrando 31,4 milhões de espectadores no Japão, o maior público da história da Netflix no país. O desempenho elevou a base de assinantes na região.
Para o segundo semestre, a Netflix planeja transmitir a luta Tyson Fury x Anthony Joshua, considerado de peso-pesado, como parte de sua aposta em transmissões ao vivo. A iniciativa visa ampliar a atratividade da plataforma globalmente.
Publicidade e metas de receita
O segmento de anúncios continua crescendo, respondendo por 60% das novas assinaturas onde a modalidade está disponível. A base de anunciantes ampliou 70% em um ano, para cerca de 4 mil clientes. A meta de receita com publicidade permanece em US$ 3 bilhões para 2026.
Entre na conversa da comunidade