O petróleo e o dólar encerraram em alta nesta quarta-feira, 16, após relatos de demanda firme na Ásia e na Europa e sinais de possível redução na produção pela Opep. A tensão no Estreito de Ormuz e negociações entre EUA e Irã contribuíram para o movimento. O Brent fechou em 75,50 dólares por barril, alta de 2,4%, e o WTI registrou 71,20 dólares, avanço de 2,1%.
O enfraquecimento de alguns indicadores globais foi compensado pela expectativa de elevação de juros dos EUA, o que eleva a procura por ativos considerados seguros. O dólar comercial ficou em 5,10 reais, alta de 0,4%. Inflaciona a atratividade de ativos norte-americanos diante de incertezas políticas.
Na Bolsa de Nova York, os índices tiveram leve alta: Dow Jones +0,2%, S&P 500 +0,3% e Nasdaq +0,4%. Entre fatores de risco, as negociações entre EUA e Irã estão no radar de investidores, com impacto potencial sobre a oferta de petróleo.
Mercados globais
Na Europa, o panorama foi diverso: Stoxx 600 caiu 0,05%, FTSE 100 subiu 0,29%, DAX avançou 0,36% e CAC 40 caiu 0,14%. Na Ásia, o Japão anunciou aporte de 10 bilhões de dólares para apoiar a importação de petróleo, visando estabilizar cadeias de suprimentos.
Economia e política regional
O governo brasileiro informou que apresentará em breve um conjunto de medidas para conter o endividamento das famílias. O pacote envolve ações orçamentárias e de crédito para reduzir inadimplência e sustentar a atividade econômica. Além disso, Argentina negocia empréstimo de 2 bilhões de dólares com garantias do Banco Mundial, como complemento ao programa com o FMI de 20 bilhões.
Lula comentou, em entrevista ao El País, que Trump não pode agir para ameaçar um país pela manhã, ressaltando que uma possível terceira guerra mundial seria catastrófica. No âmbito de segurança, a Polícia Federal informou que não possui informações sobre delação envolvendo o advogado de Vorcaro, relacionado a fundações e operações de ocultação patrimonial.
Entre na conversa da comunidade