Reed Hastings, cofundador da Netflix, deixará o conselho da empresa após 29 anos. A mudança ocorre em meio a a recuperação da companhia após perderu a negociação de US$ 72 bilhões com Warner Bros Discovery. Hastings não disputará a reeleição na assembleia anual de junho e vai se dedicar a ações filantrópicas e outros projetos.
A Netflix informou, em documento à SEC, que a decisão não decorre de discordâncias com a empresa. Hastings, hoje com 65 anos, destacou a transformação da Netflix desde 1997, quando fundou a companhia no norte da Califórnia. Não foi indicado um substituto até o momento.
A estreia do ex-CEO na linha de frente foi marcada pela transição da empresa de aluguel de DVDs para o streaming. Hastings deixou o cargo de CEO em 2023. A Netflix reiterou que a missão continua ambiciosa e inalterada: entreter o mundo com filmes e séries para gostos e idiomas diversos.
A empresa divulgou dados financeiros de 2025, com receita de US$ 12,25 bilhões, alta de 16% ante o ano anterior. O mercado reagiu, e as ações caíram cerca de 8% após o anúncio da saída de Hastings. A companhia não revelou planos para o uso da indenização de US$ 2,8 bilhões recebida pela rescisão com Warner Bros.
Contexto corporativo
A Netflix havia sondado a aquisição da Warner Bros ao longo do último ano, mas acabou abrindo mão da operação. A Warner foi adquirida pela Paramount Skydance, sob gestão de David Ellison, filho do apoiador de Trump, Larry Ellison.
No balanço, a Netflix destacou investimentos em expansão de conteúdos com podcasts em vídeo e em entretenimento ao vivo, como o World Baseball Classic no Japão. A estratégia inclui melhoria de experiência do usuário e monetização, com a publicidade projetada para chegar a US$ 3 bilhões em 2026.
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