Bitcoin reagiu ao anúncio da reabertura do estreito de Ormuz e voltou a operar em patamares vistos pela última vez em fevereiro. A criptomoeda subiu cerca de 5% nas últimas 24 horas, chegando a aproximadamente 78 mil dólares. Iran abriu passagem aos navios comerciais até o fim do cessar-fogo com os EUA, reduzindo tensões no curto prazo.
O movimento ocorreu após a declaração do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abás Araghchi, de que o estreito estaria novamente aberto, o que diminui o risco de interrupções no abastecimento global de petróleo. O petróleo caiu enquanto ações em Wall Street e na Europa se recuperaram, fortalecendo o cenário de liquidez para ativos de risco, incluindo as criptomoedas.
Analistas destacam que a notícia elevou a confiança entre investidores, com bitcoin ganhando terreno frente ao S&P 500 e ao ouro nas últimas semanas. A máxima histórica permanece distante, mas o ativo já demonstra correlação com ativos de risco e pode ampliar ganhos conforme evoluem os fatos geopolíticos, dizem especialistas.
Perspectivas e participação institucional
Javier Molina, da eToro, aponta que, no curto prazo, o bitcoin segue ligado ao risco geopolítico, mas pode se descolar no médio prazo, à medida que investidores institucionais ganham protagonismo e avaliam o papel da criptomoeda como hedge ou como ativo de especulação.
Além do fator geopolítico, notícias de grandes players reforçam o atual ímpeto. Goldman Sachs solicitou autorização para um ETF de bitcoin, enquanto Morgan Stanley lançou um fundo cotizado que acompanha o preço da criptomoeda. Esses movimentos são vistos como marco para a penetração institucional no setor.
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