O Duolingo informou que a adesão de funcionários à IA generativa não será mais considerada nas avaliações de desempenho. A decisão foi anunciada pelo CEO Luis von Ahn na última semana, em entrevista a um podcast.
A empresa havia apresentado um plano de maior integração da IA, há cerca de um ano, que previa pontuar colaboradores pelo uso da tecnologia. A proposta gerou desconforto entre a equipe, que questionou a necessidade de adotar bots apenas para subir na avaliação.
Funcionários passaram a se perguntar se usar a IA sem necessidade valorizava mais o desempenho do que entregar resultados. A prática de manter bots ativos durante o expediente também foi alvo de críticas, segundo von Ahn.
A reação negativa levou a empresa a recuar. O CEO enfatizou que o desempenho deve refletir a qualidade do trabalho, e não a obrigatoriedade de usar IA quando não pertinente.
Recuo e clarificação
Von Ahn afirmou que houve um ajuste para evitar a ideia de substituição de pessoas por máquinas, mantendo a prioridade da atuação humana. A avaliação deixará claro que o foco é o resultado e a eficiência no cumprimento das tarefas.
Substituição de funções discutida
A possibilidade de substituir trabalhadores terceirizados por bots também foi revista. A equipe reagiu de forma desfavorável, com questionamentos sobre o impacto na experiência do usuário e no serviço oferecido pelo app.
O CEO reiterou que a presença humana continua necessária, mesmo com avanços tecnológicos. A empresa ressalta que a IA pode auxiliar, mas não substitui o desempenho humano quando não houver utilidade prática.
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