O FMI prevê que o BCE aumente a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual em 2026 para conter a inflação impulsionada pela energia. O cenário aponta cortes subsequentes em 2027. A taxa atual está em 2%.
Segundo o chefe do Departamento Europeu do FMI, Alfred Kammer, a resposta do BCE foi dificultada pela escassez de oferta e não por um aumento na demanda. O objetivo é manter uma postura monetária neutra ao longo do tempo.
Kammer reforçou que os modelos indicam ajustes graduais, mas a recomendação não é definitiva. O FMI sinaliza incertezas, principalmente quanto ao comportamento da inflação e ao efeito dos choques de preços.
Contexto: choque de energia e cenário global
O fechamento do Estreito de Ormuz, ligado a tensões entre EUA, Israel e Irã, reduziu o suprimento global de petróleo e gás em cerca de 20%. Esse choque elevou os preços de energia e pressionou as projeções de crescimento.
Kammer observou que o choque tende a impedir o aumento da demanda, o que poderia reduzir a necessidade de novas ações do BCE. Mesmo assim, há vigilância sobre as expectativas de inflação a curto prazo.
Implicações para o BCE e para a zona do euro
O BCE mantém a taxa de juros em 2% neste momento. A instituição enfrenta o desafio de calibrar políticas para não desancorar as expectativas inflacionárias, mantendo a credibilidade frente a choques de oferta.
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