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Medidas do governo freiam preço dos combustíveis, afirma IBPT

IBPT diz que ações freiam alta de combustíveis, mas não resolvem o custo estrutural; variações regionais e logística mantêm pressão, com diesel subindo mais no Norte/Nordeste

Para conter a alta do diesel, o governo anunciou corte de tributos federais e uma subvenção à importação do combustível com apoio dos estados
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O governo tem adotado medidas para conter a alta dos combustíveis, consideradas pelo IBPT como um freio de mão que evita elevações ainda maiores, mas não suficiente para devolver os preços aos patamares pré-guerra. O custo de energia em 2026 passa a ser um desafio estrutural que a política tributária não resolve sozinha.

O relatório semanal do IBPT, com dados das duas primeiras semanas de abril em relação a março de 2026, aponta estabilização ainda em patamares elevados. A melhoria é tímida e não há retorno aos níveis anteriores ao conflito.

Impacto regulatório e infraestrutura

Para conter o diesel, o governo reduziu tributos federais e anunciou uma subvenção à importação com apoio de estados. A ideia é impedir repique de preços e evitar desabastecimentos em regiões distantes dos portos. A couple de medidas busca reduzir o impacto imediato no bolso do consumidor.

Ao analisar a gasolina, o estudo mostra que não houve recuo de março para abril; na verdade, os preços foram mantidos ou subiram. Já o etanol se destaca pelo comportamento mais favorável, com deflação em quatro das cinco regiões, conforme a pesquisa.

Dinâmica regional e custo de oferta

Segundo o IBPT, a diferença entre regiões evidencia vulnerabilidade logística. O Nordeste registra alta de diesel de cerca de 30%, sinal de exposição a choques geopolíticos. O Centro-Sul mitiga com biocombustíveis, mas Norte e Nordeste seguem mais sensíveis aos preços internacionais.

Em relação aos derivados, a gasolina subiu 5,83% no Sul e 6,18% no Sudeste desde o início do conflito. Já o Norte e o Nordeste acumulam alta superior a 11%. O diesel avançou 19,14% no eixo Sul-Sudeste e 28,37% no Nordeste. O etanol registra queda em quase todas as regiões, com exceção do Nordeste, onde há alta de 5,43%.

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