Desde o início da escalada entre Estados Unidos e Irã, o mundo já perdeu mais de 50 bilhões de dólares em petróleo bruto, segundo analistas da Reuters. A produção permanece interrompida desde o começo do conflito, o que soma mais de 50 dias sem produção.
Segundo a Reuters, a queda de oferta representa riscos relevantes para o abastecimento global. Em termos práticos, a estimativa aponta para impactos na demanda de aviação, com efeitos sobre tarifas aéreas, e para custos de energia em geral.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse nesta sexta-feira que estaria aberto a um acordo de cessar-fogo no Líbano. Já o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que vê possibilidade de acordo para restaurar a paz em breve.
Mais de 500 milhões de barris de petróleo bruto e condensado teriam sido retirados do mercado desde o início do conflito, segundo a Reuters. A constatação é de que a menor oferta reduz a disponibilidade para vários setores da economia global.
A queda de oferta é associada a uma pressão adicional sobre o preço da energia e ao aumento de custos para companhias aéreas, que dependem intensamente de combustíveis. A KLM já anunciou o cancelamento de 160 voos na Europa por causa do combustível caro.
A Lufthansa também sinalizou dificuldades, prevendo a suspensão de 27 aeronaves a partir deste sábado. A recuperação da produção e dos fluxos de petróleo é descrita como lenta e gradual pelo contexto consultado.
Contexto e desdobramentos
Analistas destacam que o estreito de Ormuz, embora alegadamente aberto, não garante recuperação rápida. A situação sugere impactos prolongados para mercados, tarifas e estratégias de fornecimento das companhias aéreas e de energia.
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