Oitava-feira de cumprimento de mandados mira quadrilha responsável por golpe financeiro. A Delegacia de Defraudações deflagrou a operação, que envolve a apuração de um esquema de pirâmide com prejuízo estimado em R$ 7 milhões. A ação ocorre na capital, Niterói e São Gonçalo.
Onze mandados de prisão foram cumpridos, com uma pessoa presa até o momento. A operação tem apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada e envolve investigação iniciada em 2020. Vítimas foram lesadas por promessas de alto rendimento.
As investigações apontam que o grupo utilizava empresas de fachada para captar recursos e simular operações lícitas no mercado financeiro. O retorno prometido era de cerca de 3% ao mês, pago aos primeiros investidores.
Como funcionava o esquema
O dinheiro recebia novos aportes para sustentar os pagamentos aos primeiros participantes. Quando surgiam problemas, uma nova pessoa jurídica era aberta para migrar clientes e manter o golpe ativo.
A quadrilha criou 19 empresas de fachada, todas com o mesmo endereço no Centro do Rio, para dar aparência de legalidade. Os pagamentos iniciais eram estimulantes, com reinvestimentos incentivados.
Impacto e registros
A polícia aponta que pelo menos 165 ações judiciais registram ocorrências contra a quadrilha. Duas vítimas teriam sido impactadas de forma significativa: uma investiu cerca de R$ 1,5 milhão; outra foi tida para investir via empréstimo, gerando dívida.
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