O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou ser favorável ao debate sobre o fim da escala 6×1, mas destacou que o Tesouro não pode arcar com custos. A declaração foi dada em Washington, onde participa de atividades do FMI e do Banco Mundial.
Durigan reforçou que não se pode financiar esse avanço com recursos da sociedade como um todo, mesmo entendendo o ganho civilizacional e geracional para os trabalhadores. A ideia é evitar encargos para o orçamento público.
Ele afirmou ainda que o tema tem ganhado apoio de diferentes espectros políticos e que, nos estudos recentes, há menos setores afetados pelo fim da escala 6×1. Pode haver transição gradual para adaptação, conforme a avaliação técnica.
Avanço parlamentar e contexto institucional
O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que pretende levar a PEC sobre o fim da escala 6×1 à votação ainda neste semestre. O governo Lula trabalha em um projeto próprio para enviar ao Parlamento.
Durigan mencionou que análises indicam redução do número de setores impactados pelo fim da escala 6×1 e que a transição pode ser necessária para alguns segmentos. O objetivo é um ganho para trabalhadores sem onerar o Tesouro.
Ele também comentou sobre cooperação entre forças de segurança; não houve contato com autoridades americanas sobre classificar organizações criminosas como terroristas. O trabalho conjunto visa mitigar impactos no Brasil.
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