O Rio Grande do Norte acelera a adoção de uma parceria público-privada de saneamento com investimento estimado em 3,8 bilhões de reais ao longo de 25 anos. A licitação da Caern deve ocorrer no segundo semestre, após uma consulta pública que vai até 29 de maio.
A PPP prevê despesas operacionais de 5,38 bilhões de reais e a universalização dos serviços em 48 cidades, divididas em duas microrregiões: Central-Oeste e Litoral-Seridó. O processo segue etapas de análise e participação pública.
A agenda de licitações no setor tem mostrado sinais de fragilidade. Em Goiás, o leilão foi cancelado após propostas limitadas e documentação incompleta. Na Paraíba, a Cagepa adiou a data para 15 de maio, com investidores pedindo mais tempo.
Mercado observa um manejo concentrado. Sabesp e Aegea aparecem entre os interessados, enquanto Copasa é objeto de atenção de concorrentes como Iguá Saneamento, BRK Ambiental e GS Inima, que atuam de formas distintas no setor.
No RN, o edital atual mira a concessão para modernização do saneamento e ampliação do atendimento, com expectativa de atrair players já presentes no Nordeste. O movimento ocorre após leilões frustrados em outros estados nos últimos meses.
Outros certames do estado não estão descartados. Em termos regionais, ainda há estudos para PPPs em Rondônia e Maranhão, além de projetos de desestatização em andamento em outras unidades da federação.
No cenário nacional, permanecem em evidência leilões no âmbito de programas como o Universaliza SP, com atenções voltadas a novas oportunidades ainda neste ano. As ofertas, porém, seguem sujeitas a condições de mercado e governança.
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