O Banco da Amazônia (Basa) encerrou 2025 com lucro líquido de 1,11 bilhão, queda de 2,4% ante 2024, segundo a administração. O resultado veio em um cenário de condições financeiras mais restritivas e maior pressão sobre a inadimplência, ainda assim o Basa manteve expansão da carteira de crédito.
A inadimplência acima de 90 dias subiu para 4,67% no fim de 2025, frente a 2,15% em 2024, refletindo o ambiente macroeconômico mais desafiador, especialmente no setor agropecuário.
A carteira de crédito total atingiu 66,8 bilhões, aumento de 20,4% em 12 meses, sustentada pela ampliação das operações e pela diversificação das fontes de funding.
Indicadores-chave
O patrimônio líquido chegou a 7,2 bilhões, alta de 9,7%. O retorno sobre o patrimônio médio (ROAE) ficou em 16,2%, recuo de 2,09 p.p.
As contratações de crédito somaram 23,8 bilhões no ano, crescimento de 31%. No crédito de fomento, foram 20,2 bilhões contratados, alta de 30%.
Desempenho operacional
As receitas totais cresceram 22,3%, com expansão de 31% nas operações de crédito e aumento das receitas de tesouraria e serviços.
O índice de Basileia encerrou 2025 em 13,28%, ante 13,72% em 2024. A eficiência operativa ficou em 35,6%, abaixo da média do sistema financeiro, apesar do aumento de 37,5% nas despesas administrativas, que chegaram a 1,7 bilhão.
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