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Dólar cai e exportadores ficam em alerta com o câmbio

Dólar fecha em R$ 4,98, queda de cerca de vinte por cento desde dezembro de 2024, elevando a preocupação dos exportadores com a competitividade brasileira

Dólar tem fechado abaixo de R$ 5 nos últimos dias. (Foto: ChatGPT sobre foto de Valter Campanato/Agência Brasil)
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O dólar encerrou a última semana em torno de R$ 4,98, provocando preocupação entre exportadores. Em 18 de dezembro de 2024, fechou em R$ 6,26, configurando queda de quase 20%. O recuo alimenta receios de prejuízos e pressiona a redução de exportações brasileiras.

A balança comercial brasileira fechou 2025 com superávit de US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior da série histórica, segundo o MDIC. Dados indicam que o câmbio mais baixo não reflete apenas fatores locais, mas um movimento global de desvalorização do dólar.

Parte da explicação está na política econômica dos EUA. O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o Conselho de Assessores Econômicos (CEA) defendem medidas para reformar a ordem financeira mundial, segundo o documento conhecido como Acordo Mar-a-Lago.

O acordo, publicado como *A User’s Guide to Restructuring the Global Trading System – Executive Summary*, aponta críticas a políticas de desvalorização de moedas por grandes países. As propostas visam reduzir importações e estimular exportações norte-americanas.

No documento, os autores destacam risco da desvalorização competitiva para o comércio exterior. Entre as medidas citadas estão políticas que apoiam a recuperação de indústrias nacionais e a atração de empresas de volta aos EUA.

Segundo a análise, entender as variações do dólar depende de conhecer as políticas de Bessent e Miran, bem como as tendências do segundo mandato de Donald Trump. O comportamento cambial, portanto, é visto como resultado direto dessas escolhas.

Para exportadores, o câmbio atual pode reduzir pressões inflacionárias ao baratear itens importados. Contudo, há preocupação de que o dólar baixo comprometa a competitividade de empresas brasileiras e eleve o risco de recessão no setor exportador.

O agronegócio figura entre os setores mais sensíveis. Com produção superior à demanda interna, qualquer recuo brusco das exportações pode prejudicar a renda de produtores e fornecedores, aumentando a vulnerabilidade econômica.

O Brasil consolidou, ao longo dos anos, um “balanço de pagamentos” com reservas cambiais em US$ 358 bilhões. A conjuntura atual, com petróleo em alta e insumos mais caros, cria uma armadilha: queda de receitas de exportação contrasta com custos de importação elevados.

A gravidade do cenário levou especialistas a destacar que não se trata de um problema setorial isolado. A conjuntura cambial afeta a economia brasileira como um todo, exigindo atenção de políticas públicas para preservar o equilíbrio externo.

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