A economia da China acelerou no início de 2026, ampliando a distância para os Estados Unidos no ranking global de PIB. O país registrou crescimento de 5% no primeiro trimestre, frente a 4,5% no fim de 2025, e mantém o ritmo que pode levar a uma ultrapassagem nominal em duas décadas.
Segundo dados do FMI, o PIB chinês somou US$ 19,4 trilhões em 2025, ante US$ 30,6 trilhões dos EUA. A China já lidera em paridade de poder de compra desde 2019, com US$ 39,4 trilhões, frente a US$ 30,3 trilhões dos Estados Unidos. Economistas destacam o papel da industrialização, urbanização e integração ao comércio global.
A trajetória da China é associada a políticas que estimulam a industrialização, inovação e a atração de talentos. Pesquisadores ressaltam que a escala chinesa facilita a produção industrial de ponta, com patentes e investimentos em infraestrutura sustentando o crescimento.
Obstáculos no caminho
O crescimento depende de manter margens sem depender exclusivamente de urbanização intensa. Desafios como o mercado imobiliário, pressão demográfica e ajustes demográficos podem frear o impulso. Especialistas destacam ainda o papel de políticas cambiais estáveis para sustentar a expansão.
A moeda é apontada como entrave para retirar protagonismo dos EUA. Aproximadamente 60% das reservas internacionais estão em dólar; o yuan representa menos de 3% desses ativos. O domínio do dólar nas transações globais reforça a vantagem americana.
Como isso afeta o Brasil
A ascensão da China impõe oportunidades e riscos para o Brasil. Em 2025, as exportações brasileiras para a China atingiram US$ 100 bilhões, com 81% concentrados em petróleo, minério de ferro e soja. Quase todo o restante envolve carne e celulose.
Já para os EUA, as exportações brasileiras somaram US$ 37,7 bilhões em 2025, com participação maior de aeronaves, semimanufaturados, carne, sucos e máquinas. Especialistas destacam a necessidade de diversificar a pauta para reduzir dependência de um único mercado.
Analistas ressaltam que o Brasil pode encontrar ganhos em cooperações tecnológicas e investimentos industriais, mas precisa ampliar a variedade de produtos exportados para fortalecer a resiliência diante de mudanças na liderança econômica global.
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