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CEOs de tecnologia dizem que IA pode permitir estar em todos os lugares

Zuckerberg e Dorsey testam avatares de IA e uma camada inteligente para ampliar controle corporativo e aproximar o líder dos funcionários

Photo-Illustration; Jobanny Cabrera: Getty Images
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O que aconteceu: CEOs de tecnologia exploram IA para ampliar controle e presença corporativa, com planos de avatares e camadas de inteligência. As informações foram reportadas pelo Financial Times em 13 de abril.

Quem está envolvido: Mark Zuckerberg, CEO da Meta, e Jack Dorsey, CEO da Block (ex-Square). Ambos discutem usos de IA para gerência, incluindo avatares digitais e estruturas gerenciais baseadas em IA.

Quando e onde: A notícia foi publicada em 13 de abril pelo Financial Times. O contexto envolve Meta e Block, com projetos em estágio inicial.

Por que importa: As propostas buscam reduzir distâncias entre líderes e equipes, elevando o papel da IA na tomada de decisão e no acompanhamento de desempenho.

Zuckerberg e o avatar IA

Segundo o FT, a Meta desenvolve um avatar fotorealista em 3D do próprio Zuckerberg. O bot seria treinado com falas públicas, gestos e estratégias de empresa para interagir com funcionários.

Empresas mencionadas afirmam que Zuckerberg participa dos testes do projeto, que estaria ganhando prioridade entre outras criações de personagens de IA. A Meta não comentou o assunto.

A ideia é que o avatar possa participar de videoconferências, respondendo perguntas e oferecendo orientação gerencial conforme necessário.

Dorsey e a hierarquia reduzida

Dorsey, por sua vez, articula visão de gestão com IA integrada na Block. Em fevereiro houve corte de 4 mil vagas, cerca de 40% da equipe, em meio ao reforço de uso de IA.

Em entrevista recente, ele afirmou que a empresa pode reduzir drasticamente a hierarquia, com poucos níveis entre ele e os funcionários. A Block divulgou um texto sobre “inteligência” como prática central.

A proposta de Dorsey envolve uma camada de IA que conectaria diretores a cada colaborador, simulando supervisão direta e comunicação contínua, conforme reportagem.

Repercussões e contexto

A entrevista e os posicionamentos sugerem uma tendência de CEOs que buscam ampliar influência por meio de simulações e avatares, ainda sem evidências de ganhos reais. Profissionais de tecnologia destacam riscos e incertezas.

A discussão acompanha relatos de adoção de IA em grandes empresas, enfrentando resistência de consumidores e corporações em acelerar a transformação, segundo fontes citadas pelo FT. Fica em aberto o impacto prático dessas propostas.

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