A Reabold Resources, empresa britânica de energia focada em petróleo e gás, informou investidores que está explorando o uso de fluxos de gás para sustentar uma operação de mineração de Bitcoin. A ideia seria viável em uma instalação de geração de energia em pequena escala em Yorkshire, no Reino Unido.
A empresa publicou um esclarecimento na segunda-feira após cobertura de imprensa que sugeria que o campo de gás de West Newton poderia alimentar mineração em vez de suprir a rede elétrica britânica. A Reabold destacou o potencial de uso do gás natural para financiar o desenvolvimento do campo.
Segundo o comunicado, o recurso de gás no local tem sido visto como crucial para a segurança energética do Reino Unido, principalmente em um momento de incerteza geopolítica. A companhia afirma que vai dialogar com interessados locais e nacionais para definir o melhor caminho de desenvolvimento do West Newton.
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O esclarecimento reforça que a decisão está em estudo e não representa um fechamento de outras opções de desenvolvimento. A Reabold pretende testar a viabilidade de centros de dados vinculados ao gás para futuras aplicações na economia britânica.
A reporteria do Telegraph, que motivou o esclarecimento, indicou a possibilidade de a empresa minerar Bitcoin a partir do gás de West Newton, o que gerou críticas de líderes ambientalistas. A ação é vista por opositores como uso intensivo de combustíveis fósseis.
Reação do mercado e panorama setorial
As ações da Reabold (RBD) subiram, com avanços de dois dígitos percentuais após o esclarecimento. No entanto, a empresa ressalta que o objetivo é explorar possibilidades técnicas, não anunciar projetos concluídos.
A iniciativa ocorre em meio a uma tendência no setor de mineração de criptomoedas de migrar para usos mais amplos de energia. Empresas abertas vêm priorizando aplicações como IA e eficiência energética, o que cria um contexto de competição por consumo de energia.
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