A secretária extraordinária do Mercado de Carbono, Cristina Reis, afirma que o mercado regulado de carbono pode fortalecer a competitividade da indústria brasileira. Em entrevista ao Valor, ela destacou que a descarbonização é caminho positivo para segurança energética e alimentar global, bem como para a atuação industrial no país.
Segundo Reis, o sistema regulado tende a gerar receitas para o governo até 2040, com estimativas na casa de até 80 bilhões de reais. A leitura é de que a instrumentação do carbono deve se tornar uma ferramenta fiscal e regulatória relevante para o planejamento econômico. A justificativa envolve ganhos em eficiência e inovação tecnológica.
A analista ressalta ainda que o contexto recente de conflitos geopolíticos trouxe desequilíbrios nas cadeias de valor internacionais, reforçando a necessidade de cadeias mais seguras e competitivas. A autora do relatório executivo do Ministério da Fazenda sustenta que o mercado de carbono responde a esses desafios com incentivos à redução de emissões.
Previsões e impactos
A perspectiva é de que o regime de carbono regulado promova transformações no setor produtivo, estimulando investimentos em tecnologias limpas. A expectativa é de que a arrecadação varie conforme metas de redução de emissões e adesão de setores industriais. O objetivo é manter a substituição de combustíveis fósseis por alternativas de menor impacto ambiental.
Ainda conforme a autoridade, a evolução do mercado depende de aprovação de regulamentos, mecanismos de monitoramento e de integração com o comércio internacional de carbono. O foco é consolidar o Brasil como referência em políticas de descarbonização sem prejudicar a competitividade industrial.
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