A Meta está monitorando aparelhos de seus funcionários nos Estados Unidos para treinar modelos de IA. O software registra movimentos do mouse, cliques e digitação, com captura ocasional das telas, visando desenvolver tecnologias que aumentem a produtividade no trabalho.
O projeto, identificado como Model Capability Initiative, deve operar em aplicativos e sites corporativos, coletando dados de uso para entender como as pessoas utilizam computadores. Também busca mapear atalhos de teclado e escolhas em menus tipo dropdown.
Contexto do projeto
Segundo a Reuters, o monitoramento não terá desativação, e os dados coletados serão usados para treinar sistemas de IA internos. A Business Insider aponta que parte das informações pode incluir o conteúdo visível nas telas em momentos específicos.
Funcionários da Meta teriam reagido com desconforto, com mensagens nas redes internas destacando a dificuldade de desligar o sistema. A empresa não detalhou políticas de privacidade ou limites de coleta para além do que é quarenta descrito pelo projeto.
Aspectos legais e operacionais
Advogados ouvidos pelas reportagens indicam que não há leis federais nos EUA que impeçam a prática, embora a situação possa ser irregular na Europa. A Meta já mantinha supervisão de computadores antes, e o novo programa é apresentado como extensão de regras vigentes.
A companhia ressalta que a iniciativa faz parte de um objetivo maior de usar IA para aumentar a eficiência interna. Em paralelo, o CEO Mark Zuckerberg participa de projetos de IA que buscam criar assistentes para atividades diárias e feedback aos funcionários.
Fontes: Reuters e Business Insider.
Entre na conversa da comunidade