A Revolut, fintech europeia que a regulação britânica reconheceu recentemente como banco, almeja um valuation de US$ 200 bilhões em um IPO, mas não pretende acelerar o processo. A empresa sinaliza confiança na transição para estágio de empresa aberta, sem pressa para abrir capital.
O CEO e fundador, Nik Storonsky, afirma que para um banco a confiança é essencial, e que organizações de capital aberto costumam transmitir mais credibilidade. A imprensa especula que o resultado de um IPO nesse patamar elevada a participação de Storonsky a cerca de US$ 80 bilhões, caso a operação ocorra conforme o cenário.
Plano de IPO e próximos passos
A Revolut ainda tem um longo caminho pela frente antes de abrir capital, conforme aponta Storonsky. Em sua última rodada de financiamento, a empresa foi avaliada em US$ 75 bilhões, com participação de Nvidia. Ainda este ano, a firma deve realizar uma nova oferta secundária para facilitar a saída de investidores e funcionários.
O Financial Times indica que a próxima janela de mercado, prevista para o segundo semestre, pode colocar a avaliação acima de US$ 100 bilhões. A empresa já mostrou ambição de se tornar uma instituição financeira plenamente licenciada no Reino Unido, após obter autorização recente.
Expansão e atuação no mercado
Fundada em 2015, a Revolut cresceu como prestadora de contas globais e recebeu licença bancária completa no Reino Unido após quatro anos de espera. A autorização recente pode facilitar o recebimento de depósitos e ampliar chances de credenciamento em outros mercados, incluindo os Estados Unidos, onde a empresa também está buscando licença bancária.
Storonsky anunciou que a licença nos EUA pode levar até um ano para concessão, mas a expectativa é obtê-la em cerca de quatro meses, com uma futura autorização sob o governo atual. No último ano, a empresa elevou seu EBIT em 57%, atingindo £ 1,7 bilhão, apoiado pelo crescimento de serviços premium. A receita foi de £ 4,5 bilhões, e a Revolut atende a mais de 65 milhões de clientes.
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