A promessa de redução de dívidas tem ganhado espaço nas redes sociais, especialmente entre quem atua com cobranças. Consumidores são orientados a contestar cobranças e recorrer à lei do superendividamento, mas especialistas alertam para riscos e armadilhas. O tema ganha destaque à medida que postagens virais se multiplicam.
Especialistas ressaltam que mudanças significativas na vida financeira exigem cautela. Não é recomendável abandonar argumentos sólidos por impulso ou por recomendações de terceiros. A análise de cada caso é essencial para avaliar a possibilidade de renegociação ou anulação de débitos.
O economista Rafael Buso explica que há situações em que o credor aceita reduzir juros abusivos, desde que haja motivo justificável para a negociação. Em contrapartida, renegociações sem base sólida podem não surtir efeito e gerar novas dificuldades.
Com juros básicos ainda elevados, muitos empréstimos se tornam impagáveis para parte dos inadimplentes. Segundo o especialista, taxas de até 15% ao ano já criam encargos elevados, levando a inadimplência em patamares altos por períodos prolongados. A educação financeira recebe papel central na prevenção.
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