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Fim da 6×1 reduziria PIB 0,82% e exigiria ganho de produtividade, afirma Inter

Banco Inter estima queda de 0,82% no PIB com fim da escala 6x1; neutralização exige ganho de produtividade de 0,47%, improvável

Setores com mais formalidade de contratos de trabalho devem sentir mais impacto com o fim da escala 6x1
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Um estudo do Banco Inter avalia os impactos diretos e indiretos da proposta de reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais e de acabar com a escala 6×1 no Brasil. O relatório aponta queda média de 0,82% do PIB no médio prazo, após a transição completa. O caminho para essa recuperação depende de ganhos de produtividade.

Segundo o Inter, o efeito ocorre com a readequação dos contratos e dos insumos ao longo da transição. O estudo não fixa um horizonte temporal, mas compara o equilíbrio atual com o novo cenário após o fim da escala 6×1, observando possible avanço durante a transição.

Impacto por setores

Entre os 12 grandes setores, a construção aparece como o mais impactado, com queda prevista de 2,14% do PIB. Em seguida, a indústria de transformação registra recuo de 1,87%. Atividades imobiliárias tenderiam a crescer 0,9% com maior demanda por moradias.

O estudo também indica que, entre 66 setores analisados, vigilância e fabricação de calçados e autopeças devem sofrer maior pressão de custos e produção. Impactos indiretos ocorrem quando insumos ficam mais caros para setores dependentes.

A pesquisa considera variações conforme o nível de formalidade do trabalho. A vigilância, mais formalizada, pode ter aumento de 5,5% nos custos; atividades artísticas, com menos formalidade, teriam alta de 0,8%. Saúde pública e agrícola apresentam perfis distintos.

Produtividade como gatilho de compensação

Defensores da medida argumentam que ganhos de produtividade, inclusive com ampliação tecnológica, poderiam neutralizar parte da perda no PIB. O estudo aponta que um aumento agregado de 0,47% na produtividade seria suficiente para compensar a queda.

No entanto, o cenário brasileiro enfrenta barreiras estruturais para alcançar esse patamar, como baixo índice de poupança, rigidez regulatória e entraves à importação de tecnologia. A probabilidade de compensação total é considerada baixa pelo economista responsável.

A recomendação do estudo envolve melhorias em infraestrutura, formação de capital humano, maior flexibilidade no mercado de trabalho, abertura econômica e avançar com reformas, incluindo tributária, de forma gradual ao longo de um eventual período de transição.

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