Os Correios apresentaram nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026, os 100 primeiros dias do plano de recuperação. 3.748 funcionários aderiram ao programa de demissão voluntária, segundo o presidente Emmanoel Rondon. A meta é de até 10.000 desligamentos.
Entre as medidas, a empresa prevê o fechamento de 1.000 unidades para reduzir despesas. Até agora, foram encerradas 68 unidades, mantendo o compromisso com a universalização dos serviços.
O plano de recuperação fiscal visa impactar significativamente as contas. A expectativa de economia é de R$ 1,4 bilhão em 2027, com cortes também de gastos com veículos, manutenção e combustíveis.
Rondon sinalizou que cerca de 700 unidades podem sofrer reduções de custo, como transformação de agências em pontos de atendimento em parceria com prefeituras e o comércio local.
Resultados financeiros e próximos passos
Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 8,5 bilhões em 2025, mais que o triplo do ano anterior (R$ 2,6 bilhões). O rombo é recorde desde 1994, segundo a estatal.
O presidente afirmou que o resultado foi abaixo do desejado, mas melhor do que o previsto pela equipe que assumiu a empresa em setembro. Em 2026, a aposta é ter um ano mais intenso para retomar a lucratividade em 2027.
O plano, anunciado em 29 de dezembro de 2025, prevê ganhos de até R$ 7,4 bilhões anuais. Desse total, R$ 4,2 bilhões vêm de demissões e fechamento de unidades; R$ 3,2 bilhões, do aumento de receita.
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