O dólar fechou acima de R$ 5 pela segunda vez após 11 dias, em meio a insegurança global e ao agravamento do conflito no Oriente Médio. A moeda avançou 0,58%, cotada a R$ 5,003, ante uma sessão de volatilidade.
Ao longo do pregão, o câmbio variou entre R$ 4,94 e R$ 5,017, refletindo mudanças de direção, com maior sustentação no fim da tarde. O movimento deixou o real mais firme frente a outras moedas emergentes em parte, mas desacelerou diante de incertezas externas.
Quem observa o câmbio aponta que fatores externos pesaram, mas há sustentação doméstica. A economista Cristiane Quartaroli, do Ouribank, aponta fluxo especulativo relacionado à atratividade de juros. O real se mostrou relativamente resiliente diante de pares.
O cenário externo foi influenciado pela escalada de tensões no Oriente Médio. Analistas destacam que o risco global aumenta a aversão a ativos risco. A volatilidade no fim do pregão refletiu incertezas sobre cessar-fogo e ações militares.
O avanço do dólar também ocorreu com o petróleo em alta e o repique de riscos. O preço do Brent subiu acima de US$ 106 o barril, elevando o prêmio de risco global e impactando expectativas de inflação e juros. Treasuries norte-americanas registraram alta de yields.
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Mudança de humor global
Dados do Financial Times indicam que, apesar da recuperação recente de moedas globais, o dólar mantém força diante de incertezas. No início do conflito no Oriente Médio, a moeda se valorizou, mas houve reversões conforme indicadores de política monetária mudaram de tom.
No mês de abril, o real se destacou entre os ganhadores entre as principais moedas, após recuo inicial em março, com valorização de mais de 4%. O cenário contrasta com a fraqueza de outras divisas diante do aperto esperado na política de juros dos EUA.
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