Qube Master Fund Ltd, veículo de investimento da gestora QRT, superou 1% do capital da Repsol. A operação, registrada nesta terça-feira na CNMV, aponta posiçãoMinoritária relevante. O investimento foi feito por meio de um veículo domiciliado nas Ilhas Cayman, com notificação recebida em Londres. O valor de mercado atual do 1% é superior a 230 milhões de euros. A posição torna QRT o terceiro maior acionista da empresa, atrás de BlackRock e Bank of America.
A QRT é conhecida internacionalmente por adotar posições vendidas contra grandes multinacionais. Fundada em 2018 por ex-banqueiros de grandes instituições, a gestora atua com diversas estratégias em várias geografias e classes de ativos. O principal objetivo declarado é entregar rentabilidade por meio de pesquisa, dados e tecnologia de trading.
No caso da Repsol, a posição é de compra, ou seja, a favor da empresa. A Repsol é uma companhia listada no Ibex 35 e, neste momento, apresenta valorização recente na bolsa. As ações superaram 21 euros em algumas sessões, elevando o valor de mercado da empresa a mais de 23 bilhões de euros.
A CNMV exige que operações de curto prazo sejam declaradas a partir de 0,2% do capital. A empresa Elliott também aparece na base de dados com uma posição vendedora de 1,44% do capital, segundo o regulador. O registro da QRT indica apenas a participação positiva, sem detalhar estratégia associada.
Contexto sobre a QRT
Qube Research & Technologies (QRT) é uma gestora global que utiliza uma variedade de estratégias e tecnologias. Seu perfil público aponta uma mentalidade de inovação para buscar rentabilidades consistentes aos seus investidores. A liderança é composta por Pierre-Yves Morlat (CEO) e Lauren Laizet (CIO), ambos ex-colaboradores de grandes bancos europeus.
Entre as apostas históricas da QRT, houve operações em bancos e grandes fabricantes alemães, com destaque para posições contrárias a entidades como HSBC, Barclays, Volkswagen, Rheinmetall, Siemens Energy e Deutsche Bank. Em contrapartida, a carteira também incluiu investimentos em varejistas como Walmart, Amazon e Apple, entre outros.
A operação com a Repsol ocorre em um momento de valorização do setor de energia. A empresa vem buscando ampliar sua liquidez e explorar opções para sua divisão de upstream, com participação do fundo americano EIG em 2022, que detém cerca de 25% do negócio. A Repsol tem aprovado planos estratégicos para manter o controle do upstream enquanto avalia alternativas de estrutura de capital.
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