O ouro fechou em queda nos contratos futuros, diante da queda das expectativas de acordo entre EUA e Irã e da atuação de bloqueios no Estreito de Ormuz, que mantém o petróleo em patamares elevados. O Brent segue acima de US$ 100 por barril, alimentando preocupações inflacionárias.
Na divisão de metais da Nymex, o ouro com entrega em junho caiu 0,61%, cotado a US$ 4.724,0 a onça-troy. O movimento ocorre em meio a tensões entre Washington e Teerã e à continuidade das restrições no estreito, rota-chave de petróleo.
A imprensa israelense reportou a saída de Mohammad Ghalibaf, presidente do Parlamento do Irã, visto como moderado, das negociações com os EUA. Teerã já disse que não participará de conversas enquanto o bloqueio naval estiver vigente. Militares norte-americanos foram acionados para atuar contra embarcações que posicionam minas em Ormuz, conforme ordem de Donald Trump.
Mercados e fluxos de capital
Entradas modestas de capital em ETFs de ouro ocorreram no primeiro trimestre, segundo o Commerzbank. A nota aponta queda mais acentuada do que no mesmo período de 2024, o que pode reduzir a demanda por ouro. O preço elevado do metal também reduz a procura por joias, dizem analistas.
Ainda assim, a demanda física, embora pressionada, permanece pairando com incertezas. Um cenário de política monetária mais dovish por parte do Federal Reserve é citado como fator que pode sustentar a recuperação dos preços de ouro no médio prazo.
Entre na conversa da comunidade