A nova rodada de pesquisas PMI, divulgadas nesta quinta-feira (23), mostra que a incerteza gerada pela guerra no Oriente Médio continua influenciando as expectativas das empresas europeias. O setor de serviços sinaliza queda na demanda, com custos de produção elevados e tentativas de repassar parte desses custos aos consumidores.
Na Alemanha, o PMI composto caiu de 51,9 em março para 48,3 em abril, entrando em contracção pela primeira vez desde maio de 2023. Serviços puxaram a queda, com o índice em 46,9, enquanto a indústria desacelerou, registrando 51,7. Custos seguem pressionados pela guerra, elevando inflacionamento de insumos e preços ao consumidor.
França mostra deterioração adicional: o PMI composto recuou de 48,8 para 47,6 entre março e abril, o pior nível desde fevereiro de 2025. A demanda de serviços diminuiu, mas a indústria teve alta, apoiada pela formação de estoques frente a incertezas de oferta e preços. Pressões de custo seguem altas, com inflação de insumos no máximo em três anos.
Reino Unido apresenta cenário misto: o PMI composto subiu para 52,0 em abril, sinalizando expansão moderada, com ganhos na indústria e serviços. Ainda assim, custos de insumos aumentaram e frearam a recuperação, especialmente por elevação de preços de matérias-primas e combustíveis. O setor de serviços enfrenta inflação de custo elevada.
A comparação mostra que, apesar de avanços pontuais na produção em alguns setores, a pressão de custo permanece disseminada entre manufatura e serviços, vinculada às interrupções logísticas e aos custos de energia, transporte e matérias-primas. Empresas tentam repassar parte desses custos aos clientes.
Entre os sinais positivos, a França registrou algum repique na produção industrial, atingindo patamar recente, e o Reino Unido viu melhora modesta na atividade do setor privado. No entanto, as leituras de preço indicam inflação de insumos ainda elevada em todos os três países.
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