O Banco Central divulgou que os gastos de brasileiros no exterior chegaram a US$ 1,99 bilhão em março de 2026, elevando o acumulado do primeiro trimestre para US$ 6,04 bilhões. A leitura é de alta de 21,9% frente ao mesmo período de 2025, o maior patamar desde o início da série histórica, em 1995.
Além disso, a série aponta que o mês de março de 2026 registrou o total mensal mais alto da série. O crescimento expressivo ocorre em meio à variação cambial e a fatores econômicos locais que influenciam a demanda por viagens e compras no exterior.
Cenário cambial e impactos
A valorização do real frente ao dólar, com o dólar caindo cerca de 8,7% no ano, é apontada como fator relevante para o aumento dos gastos. A condução da taxa de câmbio, porém, não foi homogênea entre geografias, o que favoreceu o Brasil em determinados destinos.
Perspectivas e dados do setor externo
Em março, o BC informou ainda déficit de US$ 6 bilhões nas estatísticas do setor externo, ante US$ 2,9 bilhões no mesmo período de 2025. As informações ajudam a entender o contexto macroeconômico que envolve transações no exterior.
Observações sobre o efeito cambial
Especialistas destacam que a queda do dólar, associada a fatores como eventos esportivos próximos, contribui para o maior volume de operações em moeda estrangeira. A combinação de câmbio favorável e resiliência econômica brasileira permanece como elemento central na leitura dos números.
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