Wallbox aprovou a ampliação de seu conselho de administração, com a nomeação de dois novos conselheiros não executivos ligados aos majoritários de capital. Pedro Alonso Agüera representa a AM Gestió, e Marc Sabé Richer atua em nome de Anangu/Mingkiri. A assembleia de acionistas está marcada para 22 de maio.
A empresa ingressa nessa etapa como parte de um processo de reestruturação para enfrentar a situação financeira. O plano inclui apoio de credores e investidores, com objetivo de estabilizar operações e avançar na refinanciamento da dívida.
Agüera representa cerca de 4,3% dos direitos de voto da Wallbox no fim de 2025. Sabé Richer participa de Anangu/Mingkiri, holding que detinha 5,1% de direitos de voto. Antônio Sabé atuava como board observer e passa a integrar o conselho.
Perfil dos novos integrantes
Agüera traz experiência no setor automotivo, tendo sido fundador do Grupo Infun, atuante na fabricação de componentes para a indústria automotiva na Europa e na China. Sabé, com atuação no ecossistema de instaladores, mantém participação ativa em conselhos de investimento.
O processo de reestruturação envolve também a reelegibilidade do CEO Enric Asunción como conselheiro executivo, e de conselheiros não executivos como Francisco J. Riberas, Jordi Lainz Gavalda e Juan Gonzalez del Castillo Burgos. A lista pode sofrer ajustes.
Entre os acionistas relevantes, SETT, vinculada ao Ministério da Transformação Digital, possuía 9,1% dos direitos de voto em 2025. A Seaya, via Seaya Ventures II, detinha 2,8%. A participação de Orilla Asset Management chegava a 9,8%, conforme memória anual.
Wallbox firmou um plano de reestruturação integral e recebeu 11 milhões de euros em financiamento provisório para suportar operações. O acordo envolve credores que representam mais de 80% da dívida financeira.
Estrutura de financiamento e futuro acionário
A linha de apoio inclui um empréstimo-ponte de 5,65 milhões de euros de acionistas (Orilla, Perseo, AM Gestió, Anangu, entre outros) e 5,35 milhões de euros de bancos. O plano prevê uma emissão privada de ações de classe A no valor nominal de 2,40 euros.
A captação envolve compromissos de pelo menos 10,65 milhões de euros, com participação de investidores de referência e da Generalitat de Catalunya, por meio de instrumentos financeiros para empresas inovadoras. O plano será levado ao Juzgado de lo Mercantil de Barcelona para aprovação.
Segundo fontes do setor, a aprovação deve ocorrer em até dois meses, mantendo o foco da companhia em consolidar a nova etapa da reestruturação e o alinhamento com investidores estratégicos.
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