O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que o governo espera adesão de dezenas de milhões de pessoas ao Desenrola 2.0, programa de renegociação de dívidas cujo lançamento está previsto para esta semana. Durigan destacou o compromisso dos bancos não apenas com a oferta de crédito, mas também com educação financeira.
Em entrevista coletiva no gabinete do ministério, em São Paulo, o ministro informou que famílias endividadas serão convidadas a buscar os bancos para renegociar seus débitos de forma tranquila, direta e educativa. O objetivo é permitir que as famílias se desenrolem financeiramente.
A adesão está condicionada a medidas que devem ser anunciadas pelo presidente Lula em breve, com participação de bancos e governo. Durigan não detalhou as regras, mas afirmou que haverá uma taxa de juros menor acordada com as instituições financeiras.
Uso do FGTS
Durigan confirmou a possibilidade de uso de recursos do FGTS para quitar dívidas, sem abrir detalhes operacionais. A medida terá limites e será vinculada ao pagamento das dívidas, diferente do saque-anniversário utilizado anteriormente para obter crédito.
O ministro explicou que o FGTS poderá ser sacado de forma restrita para quitar a dívida, permitindo que o endividado saia de uma situação de inadimplência. Segundo ele, isso evita que o FGTS gere novo endividamento.
Contexto e dados de cobrança
Segundo Durigan, o diagnóstico com as instituições financeiras, aliado aos dados do Banco Central sobre endividamento, revelou práticas de consumo sem educação financeira. A proposta busca evitar que famílias entrem em novos ciclos de dívida.
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