O projeto de hotéis Hard Rock no Brasil perde uso de marca após seis anos de atraso, impactando investidores e levantando dúvidas sobre prazos. A iniciativa foi anunciada em 2017 e deveria ter iniciado em 2020, mas não saiu do papel.
A gestão local ficou com a Residence Club, que não respondeu até a publicação. A Hard Rock International informou que o Brasil continua estratégico, mas cancelou o contrato com a principal representante no país devido aos atrasos.
O projeto encolheu de oito empreendimentos para três unidades: Ilha do Sol (PR), Fortaleza (CE) e Jericoacoara (CE), com obras lentas e falta de recursos. As vendas ocorreram por meio de multipropriedade, atraindo milhares de compradores.
Financiamentos iniciais incluíram debênture de 100 milhões e CRIs de 30 milhões, envolvendo fundos de previdência de municípios. Investigações da PF e do MPF foram abertas sobre irregularidades, com sigilo nas apurações.
A rede Wyndham aceitou atuar como operadora do hotel no Paraná, empreendimento de 509 unidades em Ilha do Sol. O prazo oficial de conclusão apontava fim de 2026. Não houve posicionamento adicional da Wyndham.
No Ceará, o caso é mais crítico: as obras de Fortaleza avançam lentamente e o MP proibiu novas vendas de cotas. O site da Hard Rock ficou sem as páginas dos hotéis paranaense e cearense, mantendo apenas uma referência a Gramado.
A Urca, gestora de investimentos, investiu cerca de 120 milhões no projeto em 2022 e hoje avalia saídas, incluindo venda ou conversão de créditos. A empresa afirma não ter contrato direto com a Hard Rock e mantém atuação estritamente financeira.
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