A Prestex apresentou, na Intermodal South America 2026 em São Paulo, uma solução de logística ultraexpressa voltada a manter a produção industrial em funcionamento. A proposta visa reduzir interrupções não planejadas que podem impactar faturamento.
A iniciativa surge em meio a dados que apontam prejuízos com paradas não programadas. A Siemens estima que até 11% do faturamento anual de grandes corporações pode ser perdido nesse tipo de interrupção, com o setor automotivo registrando custos relevantes por hora.
Contexto e dados relevantes
No Brasil, o IBGE aponta queda de 0,7% na produção industrial em fevereiro de 2026 ante fevereiro de 2025, evidenciando a necessidade de fluxo estável de insumos. A Prestex atribui parte da evolução recente ao foco em resiliência logística.
Segundo Marcelo Zeferino, especialista em logística e CCO da Prestex, a logística ultraexpressa representa uma mudança de mentalidade. Ele explica que, diferentemente da reativa, a abordagem é planejada para manter sincronização produtiva com menos estoques.
A operação da Prestex abrange inbound e transporte de urgência, com atuação 24/7 e uso predominante do modal aéreo. O SLA é de 99,8%, com rastreamento em tempo real e inteligência preditiva para reduzir falhas.
A empresa, há 23 anos no mercado, soma mais de 250 mil operações e atende mais de 1.600 clientes em todo o país. A estratégia busca blindagem contra gargalos de infraestrutura e volatilidade global, fortalecendo margens em setores como automotivo, químico e saúde.
A indústria brasileira, segundo a CNI, ganha com modelos logísticos de alta performance que reduzem lead time e aumentam competitividade, diante de margens cada vez mais estreitas. A Prestex aponta crescimento relevante no último ano.
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